Monarda, o nome atribuído ao grupo de
plantas ao qual pertence a bergamota, vem do físico espanhol do século XVI,
Nicolas Monardes. Este especialista criou a obra, “História Medicinal das
Coisas que se Trazem das Nossas Ilhas Ocidentais”, o primeiro herbário
americano. Também conhecida como “bálsamo-das-abelhas”, a bergamota combina bem
com maçãs, citrinos, kiwi, melão, morangos e papaia, ou com as carnes de
frango, pato e porco. Pode ainda utilizar-se na comida as suas folhas frescas e
secas e também as suas flores, já secas, para infusão.
Ervas aromáticas
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Alfazema (perfumada)
O aroma da alfazema é inconfundível e poucos conhecem as suas virtudes na cozinha. Oriunda do Mediterrâneo, esta planta tornou-se popular nos jardins da Inglaterra da Dinastia Tudor. Hoje, podemos encontrar o cultivo de alfazema em muitas partes do mundo, podendo-se utilizar tanto as folhas como as duas flores, frescas ou secas. Tal como alecrim, a alfazema tem folhas rijas que devem ser picadas finamente, acompanhando muito bem doces com amoras pretas, mirtilos, cerejas, ameixas secas, ruibarbo e morangos mas também com frango, carneiro, faisão e coelho.
Louro (perfumada)
O laurus nobilis – ou louro – é indispensável na cozinha mediterrânica e foi precisamente no
Mediterrâneo Oriental que surgiu. Desde há muito cultivado no Norte da Europa e
nas Américas, esta planta é também símbolo da vitória, tendo sido utilizado
pelos gregos e romanos para coroar reis, poetas e campeões olímpicos como sinal
de glória e sabedoria. As suas folhas podem ser utilizadas frescas ou secas e
conjugam bem com carnes de vaca, frango, caça e carneiro e também com peixe,
lentilhas, arroz e tomate.
Alecrim (pungente)
O alecrim é uma planta densa e sempre
verde, suficientemente robusta para suportar os mais diversificados climas.
Utilizada como erva aromática mas também como incenso, o alecrim apresenta um
aroma forte, quente, apimentado e um pouco resinoso, ao passo que na boca deixa
um sabor balsâmico e adstringente que perdura. Oriunda do Mediterrâneo,
depressa chegou a toda a Europa e também à América, sendo hoje em dia utilizada
nas mais diversas gastronomias tradicionais. É um excelente acompanhante de
carnes de coelho, porco, criação, carneiro mas também de peixe, ovos, queijo-creme
e ainda fruta, sobretudo alperces e lar
anjas.
Orégãos e Manjerona (pungentes)
Ambos pertencem à família da hortelã e
surgiram no Mediterrâneo e Ásia Oriental. No entanto, o orégão-comum tem caules
avermelhados, as suas folhas são um pouco peludas e o seu sabor é quente, com
traços de cânfora, ao passo que a manjerona tem folhas verde-acinzentadas e um
sabor um pouco mais doce e delicado. Quando secas, ambas as plantas apresentam
uma aroma mais intenso que vai muito bem com espinafres, alcachofras,
beringelas, couve-flor, curgetes e ainda com carnes de criação, frango, porco,
vitela, veado, pato, ovos, peixe e queijo.
Aipo (amarga)
São muitas as variedades de aipo: aipo-bravo ou silvestre; aipo-branco,
aipo-rábano, aipo-verde, aipo-hortense, aipo-chinês, aipo-da-água, entre outros.
Pode utilizar-se as folhas, os caules e também as sementes para confeccionar
pratos. O mais comum, o aipo-verde, assemelha-se à salsa mas com uma cor mais
escura e uma textura mais lustrosa. O seu aroma herbáceo e o paladar picante e
amargo combinam bem com carne de frango, peixe e também com tofu (queijo de
soja), couve, tomate, pepino, batatas e arroz.
Hortelã (adocicada)
A hortelã é mais um exemplo de uma erva que surgiu no
Mediterrâneo e se espalhou facilmente pelo resto do mundo. Enquanto tempero, a
hortelã é refrescante, quente e doce ao mesmo tempo, características que a
tornam muito apreciada. É uma mais valia em variadíssimas sobremesas, incluindo
gelados e bolos de chocolate mas revela-se especialmente saborosa em pratos de
frango, porco, vitela e com o tradicional cordeiro de Páscoa. Hortelã-verde e
hortelã-pimenta são as duas espécies desta erva aromática, cujas partes utilizadas
podem ser as folhas frescas ou secas, e também a flor, para guarnições e
saladas.
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